FETRABALHO-RS
e OCERGS vão à Câmara lutar pelo Direito
ao Trabalho e à participação de cooperativas
nos processos licitatórios no parlamento municipal
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No último dia 19 de março,
as Cooperativas de Trabalho, seus sócios e Entidades
representativas tiveram novo embate para defender aquilo
que é o mais sagrado para qualquer tipo de ser
humano: o direito ao Trabalho. O presidente da Federação
das Cooperativas de Trabalho do Rio Grande do Sul –
FETRABALHO-RS, Paulo Sérgio Dias e o presidente
da OCERGS, Virgílio Perius, foram recebidos em
audiência especial na sala da presidência
da Câmara pelo seu presidente, vereador Sebastião
Melo (PMDB). O motivo da reunião extraordinária
foi devido ao Projeto de Resolução que
tramita na casa, de autoria do vereador Adeli Sell (PT),
e que visa proibir a participação de cooperativas
de trabalho nos Processos Licitatórios da Câmara
Municipal de Porto Alegre. Sabendo disso, a FETRABALHO-RS
e a OCERGS não tiveram alternativa senão
buscar o apoio tanto da presidência da Câmara
quanto do próprio vereador Adeli para buscar
uma saída que contemplasse a Câmara e às
cooperativas regulamentadas. O encontro atingiu em parte
seus objetivos, no sentido que a Câmara de Vereadores
continuará permitindo a participação
de cooperativas legalmente estabelecidas e registradas,
tanto na OCERGS quanto na FETRABALHO-RS, nos processos
de licitação oficiais.
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Para o presidente da FETRABALHO-RS,
Paulo Sérgio Dias, este Projeto, da forma como
fora encaminhado e redigido, além de não
resolver o problema de excluir as cooperativas irregulares,
ainda criaria um outro problema muito maior que é
a proibição das cooperativas corretas
de trabalharem. “A FETRABALHO-RS não reconhece
e muito menos aceita que cooperativas legais sejam ainda
tratadas genericamente como “irregulares”, ou quando
pior: são anexados adjetivos desrespeitosos.
O sistema cooperativo é uma forma digna e legítima
de organizar trabalhadores, inclusive, a própria
OIT- Organização Internacional do Trabalho
apóia o sistema cooperativo em todo o mundo como
sendo uma forma de minimizar o desemprego, a injustiça
social, a fome, a violência, entre outros benefícios.
O nosso país possui atualmente vigorando 22 leis
federais sendo a principal a de nº 5.764, de 16
de dezembro de 1971, e portanto, ratificam a importância
e a legitimidade de atuação de qualquer
cooperativa de trabalhadores que cumprir o que dita
nossas regulamentações”, defende.
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O Estado do Rio Grande do Sul, ainda
segundo Dias, tem hoje 110 mil trabalhadores sócios
de cooperativas, pagadores de impostos como INSS e Imposto
de Renda. Nossas mulheres cooperativadas, por exemplo,
têm os mesmos quatro meses de direito à
licença maternidade como qualquer mulher trabalhadora
com Carteira de Trabalho. Se o INSS considera legítimo
este direito, se as 22 Leis Federais nos protegem e
regulamentam, nós estamos aqui hoje, e estaremos
sempre a postos para defender não só a
contratação, mas o Direito à participação
nas Licitações desta Casa Legislativa”,
esclarece.
Ficou estabelecido que em
15 dias, meados da primeira quinzena de abril acontecerá
um encontro, proposto pelo autor do Projeto, vereador
Adeli Sell, na sede da OCERGS em Porto Alegre, juntamente
com a FETRABALHO e representantes de Cooperativas de
Trabalho com o objetivo de ser criado um Substutivo
ao projeto. Também ficou acertado que serão
encaminhadas à Câmara de Vereadores, emendas
ao Projeto de Lei aprovado no ano passado e que garantirão
a participação efetiva das cooperativas
de trabalho em licitações para atuação
na Câmara ou em autarquias do município
de Porto Alegre.
Alessandro Azevedo
– Jornalista – Reg. Prof. Nº7743 Mtb/RS